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  • Iêê Capoeira

    Fabiola Ortiz / Fotografias de Flavio Forner

    Uma imersão no universo da Capoeira como um instrumento para a promoção da paz em áreas de conflito em Kivu do Norte, na República Democrática do Congo.

    Ancestralidade. Reconexão. Afrocentricidade.

    A Capoeira evoca estes conceitos. Ela é um dos elementos ancestrais da diáspora negra que está reconectando o Brasil e a África.

    “Iê Capoeira!”, saúdam os capoeiristas sempre no início de cada sessão.

    Os mais velhos que já conhecem o ritual ensinam aos mais novos como se portar na roda e a arriscar os primeiros movimentos da Capoeira, a ginga. Esta é uma luta não-violenta.

    O primeiro a ser feito antes do aquecimento é arrumar o espaço. Varrer, deixar os sapatos no canto do salão e saudar os professores capoeiristas pedindo licença para entrar na roda.

    Este rito cria disciplina, respeito e um senso de coletividade, explica Mestre Saudade.

    “Sigam o ritmo ditado pelo berimbau. Não é para correr, somos todos irmãos aqui”, anuncia.

    Na sua visão, a Capoeira pode ajudar a promover uma paz duradoura.

    “Queremos transmitir uma mensagem positiva ao mundo de que o Congo não quer mais viver em conflito”.

    Inicia a aula. “Formação”, indica o Mestre mesclando palavras em português e francês.

    “Filles et garçons, meninas e meninos”, aponta para a formação do círculo que deve intercalar crianças.

    “É preciso controlar os movimentos do corpo no espaço, entendido? Si si si o non non non?”, pergunta em voz alta.

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